Psicanálise

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Como era fazer análise com Lacan
Depressao 1
A traiçao e seus horrores
Para que casar?
A criança sob a òtica da psicanàlise
Adolescencia, que bicho è esse?
Dos nomes que despertam o amor
Tres dicas da ciencia para esquecer um amor!
Brasileiro com alemao
Como Jesus cuidava das pessoas
Lacan
O pai da melancolia.
Hermeneutica e Psicanálise
A etica no contexto do absurdo
Uma Sociedade Anestesiada
Educar frustrando?
O valor da pérola e o preço da graça
Resista à tentação de pertencer a um grupo
Bullying II– cuidado com o rótulo!
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Felicidade e alegria
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Freud e a Teoria Social
Teologia do cotidiano: ofício, menino do semáforo.
Em busca da unidade perdida
Você prefere os obedientes ou os rebeldes?
Os custos sociais da pornografia
Sobre o gosto da leitura na escola
Explicando política às crianças II
Explicando política às crianças
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Papai noel existe?
A depressão financeira e suas raízes emocionais
Consumo, logo existo.
Sobre a morte e o morrer
Perguntas e Respostas sobre a clínica psicanalítica no mundo globalizado
Setenta anos da morte de Freud
Jacques Lacan e a psicanálise do século XXI
Mudanças
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Psicanálise e desejos
A dor de Amar
Ciúmes: devemos cultivar ou evitar
Filhos inesperados
Sedução compulsiva – Dom Juanismo
Com pulsão e distúrbios alimentares
Stress
A Desregulação da Psicanálise
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A internet sobe o olhar da psicanálise
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Busca pela perfeição gera frustração; saiba por quê
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Timidez
Crianças podem ficar sozinhas em casa?
Relações interpessoais: Por que é difícil manter laços saudáveis?
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Tratando a corrupção
Psicanálise da saúde ou da doença?
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Dos nomes que despertam o amor

Helayny Andrade

Os nomes de amor, os apelidos amorosos, são uma alusão. Por isso tocam. E se aludimos é para nos iludir, porque o amor pede uma dose de ilusão.

Sigmund Freud nomeava como Liebesbedingung, – a condição do amor –, um traço ou características da pessoa amada que nos causa o desejo e nos desperta uma atração e um afeto impossível de explicar. Daí os apelidos amorosos, criativos e originais, serem mostras da criatividade e intimidade de um casal, expressão de graça e de alegria de quando estão amando.

Existem apelidos que ultrapassam a esfera do íntimo e ganham respaldo cultural. Ser chamada de “minha pulga”, na França, é elogioso. O parasita ficou associado à intimidade, no tempo em que a atividade – um tanto quanto prazerosa de retirar pulgas do outro – era um cuidado compartilhado apenas entre pessoas íntimas. No Japão, por sua vez, um rostinho oval, um ovo com olhos, causa fascínio aos homens. A mulher que recebe tamanho elogio se sente uma privilegiada.

Ah, o amor... decididamente, ele é impossível de ser colocado em palavras! Elas não dão conta de expressá-lo, mas são um recurso para chamá-lo. Deve ser por isso que os apelidos amorosos – por mais esquisitos e bobinhos que sejam para quem está fora daquele dialeto a dois – nos fazem sentir especialmente bem e, amados. Muito mais do que nos sentiríamos se chamados pelo nosso próprio nome.

O que dizer daqueles apelidos que não encontram tradução ou correspondência com uma representação na realidade? Eles são poderosos, aguçam a fantasia. Portam o enigmático e misterioso do sentimento que nos liga ao outro.

Os nomes do amor, os apelidos amorosos, são uma alusão. Por isso tocam. Aludem a algo que tem uma conotação especial. E se aludimos é para nos iludir, porque também no amor, trata-se sempre de uma ilusão.

A psicanálise conta que, em se tratando do amor, há uma ilusão em jogo. Mas que isso não leva necessariamente à desilusão, o que seria um pessimismo ou, pior, um cinismo. Ela, mais exatamente, retira da inocência e exige, assim, uma sustentação maior: uma coisa é você acreditar na ilusão do amor, outra é sustentar o amor com a ilusão que ele sempre vai portar.

Na prática é o seguinte: uma coisa é você ouvir que é uma princesa, outra é você acreditar que é mesmo. O equivalente para o príncipe ou deus grego também é verdadeiro. O fato é que qualquer nome – por mais amoroso que seja – não é para que você narcisicamente “se ache”. No máximo, temos aí uma pista, daquilo que podemos ser e jamais saberíamos sem tal encontro.

Quando amamos, nos lançamos à experiência de dar ao outro aquilo que nos falta. Se nos sentíssemos completos não buscaríamos o amor. Se a palavra também falta para dizer do amor, a poesia e os apelidos são um artifício indispensável para chamar a Liebesbedingung, a condição que nos faz humanos demasiadamente humanos.


 


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