Quem não assistiu que assista…

Quando a aspirante à escritora de revistas Sophia Marcus e o aspirante a dono de restaurante Victor Voam de Nova York para a Itália para um período de férias, o palco parece perfeito para o tão necessário romance que falta em seu relacionamento, especialmente por seu destino ser a cidade de Verona, sede da famosa história de amor Romeu e Julieta. Mas Victor está muito mais interessado em encontrar fornecedores para seu restaurante futuro do que no relacionamento com Sophia, que acaba descobrindo uma improvável fonte para extravasar seu romance: ela se junta a um grupo de voluntários que respondem as cartas que chegam a Verona, endereçadas para Julieta, procurando conselhos amorosos. Essa e a sinopse.

Sinceramente não sei se quero escrever sobre cartas, conselhos amorosos ou sobre a Itália, onde estivemos de férias por dezesseis dias em agosto e retornaremos de vez em fevereiro. Também não sei se estou escrevendo porque perdi o sono. Bom, pode ser as quatro coisas, portanto, espero que o texto sirva para alguma reflexão.

O fato é que sempre gostei de cartas e elas sempre fizeram parte de minha história. Desde à infância até a idade adulta. As cartas servem para que as mãos separadas se toquem. Para muitos, as cartas são ridículas, principalmente as de amor! Para mim, são o descompasso entre o que elas dizem e o que realmente querem fazer…

Quando se envia uma carta, na verdade desejamos que o outro se sinta abraçado. Talvez seja uma extensão das nossas mãos e braços atingindo o remetente. Uma carta de amor liga duas solidões! Numa carta, dizemos coisas que jamais diríamos num telefonema!

Talvez por isso persista em escrever para o jornal. Talvez por isso o
filme tenha me chamado tanta a atenção. Diferente de você ler meus
artigos no site, você tem nas mãos o jornal. É quase como se fosse
uma carta emitida todos os sábados. A carta é um objeto, o jornal também. Assim como a carta, o jornal você também pode guardar e reler quantas vezes quiser!

Pode ser que jamais diria a você o que escrevo, mas escrevo para que
você possa saber mais de mim, de minhas idéias… e que minhas
mãos possam lhe tocar quando as suas estiverem segurando esta
página. Que a nossa relação não seja ridícula e que nossos
pensamentos possam continuar se transformando em palavras.
Palavras que libertam, que fazem sonhar…

Como de costume, chorei ao assistir o filme! Situações de esperança e
perseverança mostraram que o amor muito pode e que os sonhos
também!

Talvez por isso eu não conseguisse dormir! Estava sonhando
acordado! Sozinho frente ao computador e não mais sobre a ponta
de uma caneta, resolvi unir minha solidão à sua companhia.

Mas o que faz este site e nossa relação (entrelinhas) sobreviver? A
simples recomendação apaixonada que um leitor faz a outro! O que
passar disso, será parecido com o atirar pérolas aos porcos.

Desculpe-me talvez pelo romantismo exagerado, mas é que ainda
estou anestesiado pela paixão…

Portanto, em qualquer situação de solidão, não se sinta constrangido
em trocarmos correspondências. Saberei que mesmo numa folha de
papel em branco, haverá palavras e mistérios a serem desvelados.

Saberei também, que nossas mãos estarão unidas e nossos braços
entrelaçados, formando uma corrente inseparável e representando
uma amizade inatingível.

Agora retornarei ao meu leito conjugal, pois só assim não receberei
uma das piores cartas já inventadas: a carta de divórcio!

Que Deus lhe abençoe……………e que receba minhas cartas de amor!