Enorme e incontável foi o tempo de aprisionamento, que algumas pessoas mesmo estando livres, vivem como se estivessem presas…

A luta foi tanta para desatar os nós, que quando tal objetivo se alcança, falta-lhes força e coragem para prosseguirem. Afinal, serão donos de seu próprio destino e responsáveis por suas escolhas!

Por medo de prosseguirem e errarem, perecem por medo de sonharem. Os sonhos, apenas algo utópico. O desejo? Apagado como uma pedra bruta sem lapidação. A beleza? Ofuscada e retraída por receio de que o além tenha algo inusitado e nunca visto.

A conformidade e confinamento por anos a fio os levam às mais assustadoras submissões e silêncios inquebráveis. Relutam, tentam! Mas quando se consegue, retrocedem! Algo do proibido? Talvez…

“…pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar…”.

Como rasgar o véu que vos condena pelos desejos? Como vencer a solidez da real opinião pública? Como se desgarrar de um “auto julgamento” ou cobrança excessiva sobre si mesmo? Como desvencilhar-se dos pensamentos condenatórios e retrógrados que vos perturbam a alma?

“…conhecereis a verdade e a verdade vos libertará…” ? Sim! Mas o que fazemos com os resquícios sintomáticos que são testemunhas de nossa história?

Lançai fora os invólucros que nos impedem de ver! Queimem em praça pública as opiniões egoístas e comportamentos individualistas! Isso mesmo! Talvez esse seja um dos incentivadores do medo: enxergar uma liberdade falsa, inexistente e teórica.

Na aplicação real de um desejo, sua concretização pode reafirmar algo já sabido, provocando assim, a dor e a vontade inesperada de se recolher ao falso acampamento protetor, àquele que foi fundado por pensamentos limitados e estacado em terrenos de explorações proibidas!

Liberdade ou aprisionamento? Questão de escolha! O maior medo? Medo do sofrimento e das pessoas. Aliás, o medo de sofrer pode ser pior que o próprio sofrimento…

Sofrimento ou alegria? Alegria! Na salvação, na vida!Para que numa escolha futura, quando suas próprias mãos resolverem atar os nós que já foram um dia desatado, um sorriso sábio ou irônico possa resplandecer a face cinzenta que um dia foi gerador de esperança e luz!

Somos senhores de nosso próprio destino? Talvez…

Confusão geral? Esta foi minha intenção real! Pois, se em tempos de crise o
patrimônio muda de dono; em tempos de reflexão, o olhar muda de foco!

Que Deus lhe abençoe…………e me livre da insanidade perturbante!